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Após morte de bebê, família acusa médico de negligência
A Polícia Civil de Brotas está investigando a morte de um bebê recém-nascido que, segundo os pais, foi vítima da negligência de um pediatra, no fim do ano passado.
O menino nasceu 20 dias prematuro no dia 29 de novembro e o casal não se conforma com o atendimento. Sem médico no hospital, o parto foi feito por uma enfermeira.
De acordo com a mãe, a balconista Taína Danelli Guirro, o pediatra, que não teve a identidade divulgada, apareceu depois, viu a criança e disse que a amamentação já podia ser feita. “Como ele não tinha sucção, ele autorizou amamentar com leite em pó, que foi dado de três em três horas. Depois a gente viu que ele estava com dor na barriguinha”, disse.
No outro dia, a família descobriu que o bebê não conseguia evacuar. “Eu percebi que alguma coisa estava incomodando ele. Foi quando eu tirei a roupa e vi que ele tinha ânus imperfurado”, explicou o pai, o operador logístico José Amaro Teixeira Filho.
Assim que soube do problema, a família avisou a enfermeira e só depois o médico fez um exame mais detalhado e percebeu que a criança havia nascido com uma má formação. Em seguida, a criança foi transferida para a Santa Casa de Jaú. “Foi ele que fez a transferência e teria que acompanhá-los, mas foi só a enfermeira”, explicou Teixeira.
No atestado de óbito, consta morte por infecção causada por bactéria, má formação e falta de circulação do sangue. A família fez um boletim de ocorrência e a Polícia Civil está investigando se houve negligência no atendimento.
Na terça-feira (24), o delegado Douglas Brandão do Amaral vai ouvir uma enfermeira. Ele também vai pedir uma análise do prontuário médico. “Dependemos de provas técnicas e a principal é um parecer da junta médica do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, dizendo se houve erro médico e quem praticou”, explicou.
A família ainda aguarda uma explicação do hospital e espera uma punição. “A única coisa que a gente quer é que isso não aconteça com o filho de outras pessoas”, disse Taína.
O pediatra não quis dar entrevistas. Segundo ele, o bebê estava bem e foi encaminhado com vida para o Hospital de Jaú. A denúncia foi registrada no Conselho Regional de Medicina (CRM) de Jaú e encaminhada para São Paulo.
Fonte: EPTV









